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Este blog está passando por uma transformação! Após servir como canal de comunicação entre eu e quem se interessou em saber o que se passava comigo no Canadá e nos EUA no início deste ano, uma nova aventura está por vir! Através desse blog, vou narrar as minhas aventuras pelo Velho Mundo que se iniciarão em setembro! Além disso, vou postar periodicamente fatos e notícias que aconteceram ao redor do mundo, bem como curiosidades e bizarrises a respeito dos mais diversos povos e países. Afinal, vivemos em um mundo pequeno!

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Missão da ONU no Haiti

ONU estende missão de paz no Haiti por mais um ano

14 de outubro de 2010 | 20h 32


O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) estendeu hoje a missão de paz no Haiti por mais um ano, expressando preocupações com a crescente insegurança e pedindo por eleições "legítimas e transparentes" no país caribenho no próximo ano.
Uma resolução adotada por unanimidade pelo Conselho autoriza a força de paz a "apoiar o processo político em curso" e auxiliar o governo haitiano a preparar e conduzir as eleições presidenciais e legislativas. A resolução também pede à força que dê "proteção adequada à população civil, com atenção particular às necessidades de pessoas desabrigadas e outros grupos vulneráveis, especialmente mulheres e crianças".
O Haiti, que é o país mais pobre do Hemisfério Ocidental, foi atingido em 12 de janeiro deste ano por um devastador terremoto, o qual matou mais de 300 mil pessoas e deixou milhões desabrigadas. O progresso para alojar de maneira permanente essas pessoas tem sido muito lento e mais de 1 milhão de haitianos permanecem sem-teto em meio a pilhas de detritos e escombros.
Uma investigação recente da Associated Press indicou que nem um centavo dos US$ 1,15 bilhão prometidos pelo governo dos Estados Unidos para a reconstrução no Haiti chegou ao país caribenho. No total, os países doadores prometeram US$ 10 bilhões para reconstruir o Haiti numa conferência feita em março. Com a decisão de hoje, a ONU manterá no Haiti até 15 de outubro de 2011 um contingente de 8.940 soldados e uma força internacional de 4.391 agentes policiais. 

sábado, 23 de janeiro de 2010

Finalmente!

EUA e ONU firmam acordo sobre cooperação no Haiti

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os Estados Unidos e a Organização das Nações Unidas (ONU) assinaram nesta sexta-feira um acordo esclarecendo que cabe à entidade global a coordenação do auxílio internacional ao Haiti depois do terremoto deste mês.
Funcionários da ONU, agentes humanitários e diplomatas vinham reservadamente se queixando das tensões entre os militares norte-americanos e a ONU nos primeiros dias depois da tragédia, quando governos do mundo inteiro se apressavam em enviar ajuda humanitária ao miserável país caribenho.
"Este acordo formaliza a relação de trabalho entre os Estados Unidos e a ONU no território do Haiti, e assegura que esta cooperação vai continuar nos desafiadores dias e semanas pela frente", disse em nota a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice.
Com um contingente ampliado de 12.651 soldados e policiais, a Minustah (missão da ONU no Haiti, sob comando do Brasil) é responsável por ajudar as autoridades haitianas a manterem "um ambiente seguro e estável", diz o acordo, segundo o qual "a ONU está coordenando a resposta internacional ao terremoto haitiano."
Mas o texto deixa claro que cabe primariamente ao governo do Haiti reagir à tragédia, prover a segurança e liderar o processo de recuperação e reconstrução.
O acordo diz ainda que os mais de 13 mil militares norte-americanos atualmente presentes no Haiti e na sua costa não se subordinam à força da ONU. Por outro lado, o governo dos EUA se compromete a apoiar o trabalho humanitário que a ONU disser ser prioritário.
Na quarta-feira, a entidade francesa Médicos Sem Fronteiras, uma das principais agências humanitárias, acusou os EUA de prejudicarem as operações de ajuda no Haiti e de provocar graves atrasos para os médicos que tentam levar ajuda vital às vítimas.
Françoise Saulnier, diretora jurídica dos Médicos Sem Fronteiras, disse que vários dias foram perdidos porque o aeroporto de Porto Príncipe, sob controle dos EUA desde poucas horas depois do tremor do dia 12, havia sido bloqueado pelo tráfego militar.
Funcionários da ONU e diplomatas posteriormente minimizaram as tensões, dizendo que tais conflitos eram inevitáveis em meio ao caos que se segue a um desastre dessa dimensão.
(Reportagem de Louis Charbonneau)

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 22/1/2010 18:21

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Que ajuda...

Médicos Sem Fronteiras acusam EUA por atrasos na ajuda ao Haiti

Por Morade Azzouz

PARIS (Reuters) - Uma das principais organizações humanitárias da França acusou nesta quarta-feira os Estados Unidos de prejudicarem as operações de auxílio no Haiti e de causarem graves atrasos para os médicos que tentam levar ajuda vital às vítimas do terremoto deste mês.
Françoise Saulnier, diretora jurídica dos Médicos Sem Fronteiras, disse que vários dias foram perdidos porque o principal aeroporto de Porto Príncipe, agora sob controle dos EUA, foi bloqueado para o tráfego militar.

"Perdemos três dias", afirmou ela à TV Reuters. "E esses três dias criaram um enorme problema de infecções e gangrenas, com amputações que agora são necessárias, enquanto poderíamos realmente ter poupado isso a essa gente".

A entidade, criada em 1971 por um grupo de jornalistas e médicos, entre os quais o atual chanceler francês Bernard Kouchner, queixou-se de que cinco aeronaves levando 85 toneladas de medicamentos e suprimentos cirúrgicos foram barradas no aeroporto de Porto Príncipe desde domingo à noite.

O secretário francês da Cooperação Internacional, Alain Joyandet, queixou-se no fim de semana às autoridades dos EUA depois que um avião da França com ajuda humanitária foi impedido de pousar na capital haitiana. Mas a presidência francesa minimizou o incidente, dizendo que o governo estava satisfeito com o grau de cooperação com os EUA.

Os EUA levaram ou estão levando cerca de 12 mil soldados ao Haiti por causa do terremoto do dia 12, que matou até 200 mil pessoas e deixou cerca de 3 milhões de feridos e desabrigados.
Saulnier declarou que a situação dos cirurgiões que atuam no Haiti está extremamente difícil, e que as equipes de auxílio foram obrigadas a comprar equipamentos improvisados nos mercados locais para serrar ossos.

"Está simplesmente apocalíptico no momento, com pessoas em péssima situação e uma condição em deterioração", disse ela, acreditando que houve uma "verdadeira má gestão de questões vitais".

"Você tem os primeiros três dias para tentar tirar as pessoas dos (escombros de) edifícios, outros três para lhes dar atenção médica e cirúrgica, e então todo o resto, emergências, comida, abrigo, água - tudo vem depois disso", afirmou.

"E, agora, tudo foi misturado e a atenção urgente e vital ao povo foi adiada (por causa da) logística militar, que é útil, mas não no terceiro dia, não no quarto dia, mas talvez no oitavo dia. Esta logística militar realmente congestionou o aeroporto e levou a esta má gestão".

(Reportagem adicional de Yann Tessier)

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 20/1/2010 17:35



Um dos piores desastres jpa enfrentados pela humanidade

UA mobilizam tropas e ajuda humanitária ganha força no Haiti


EUA mobilizam tropas e ajuda humanitária ganha força no Haiti


REUTERS

Por Tom Brown e Joseph Guyler Delva

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - Helicópteros Black Hawk dos Estados Unidos pousaram nesta terça-feira no terreno do devastado Palácio Presidencial haitiano para desembarcar tropas e suprimentos, enquanto uma enorme operação humanitária para ajudar as vítimas do terremoto de terça-feira passada finalmente ganhava um ritmo mais acelerado.
Uma vez em terra, os soldados se mobilizaram para proteger o vizinho Hospital Geral, cujos funcionários estão sobrecarregados pelo enorme número de feridos graves. Vendo o desembarque, sobreviventes acampados no parque em frente ao palácio correram até as cercas metálicas do local para observar e implorar alimentos.
Foi a mobilização mais visível e, talvez, a mais importante até agora dos militares dos Estados Unidos, envolvidos nos esforços internacionais para ajudar milhões de haitianos que ficaram feridos ou desabrigados por causa do tremor de magnitude 7,0.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, principal crítico de Washington na América Latina na atualidade, acusou os EUA de ocuparem o Haiti sob pretexto de prestarem ajuda.
O comandante das forças norte-americanas no Haiti, general Ken Keen, disse que o principal objetivo das tropas é prestar assistência humanitária e entregar água e comida, mas que também há um elemento de segurança na operação.
Vendo o desembarque das tropas, o sobrevivente Gille Frantz disse: "Sabemos que o mundo quer nos ajudar, mas já faz oito dias (na verdade, sete) e não vi nenhuma comida ou água para a minha família."
Uma multidão de haitianos também se aglomerava em frente à embaixada dos Estados Unidos, nas imediações do Batalhão Brasileiro (Brabatt). Mulheres com crianças de colo se escoravam sobre malas em uma fila que parecia não ter fim.
As portas da embaixada estavam fechadas, e alguns soldados guardavam o prédio. Havia ambulantes em volta vendendo água e batatas. Ninguém reclamava. Havia apenas o silêncio da espera.
"Essas pessoas estão tentando ir para os Estados Unidos. Como tem muitos americanos aqui, elas acham que têm uma chance de viajar pra lá", disse à Reuters o soldado brasileiro Ivan Santos ao passar de carro em frente à embaixada, um prédio grande, marrom, intocado pelo terremoto.
Soldados se dirigiram para outras cidades devastadas fora da capital, como Leogane no oeste e Jacmel na costa sul, para patrulhar e coordenar pontos de distribuição de ajuda, disse o vice-comandante das forças norte-americanas no Haiti, major-general Dan Allyn, a jornalistas em entrevista coletiva.

SAQUEADORES À SOLTA

Para tentar acelerar a distribuição de ajuda e desestimular os saques e a violência, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade o envio temporário de 2.000 soldados e 1.500 policiais estrangeiros.
Dessa forma, o contingente total da missão de paz da ONU comandada pelo Brasil, conhecida como Minustah, subirá para 12.651, em relação ao nível atual de cerca de 9.000.
Mais de 11 mil militares dos EUA estão no país, em navios na costa ou a caminho, e o presidente haitiano, René Préval, diz que as tropas dos EUA ajudarão as forças de paz da ONU a impor a ordem nas ruas cada vez mais caóticas da capital.
O chefe da polícia local, Mario Andresol, disse que sua dilapidada força precisa da ajuda do contingente da ONU para preservar a ordem pública, e lembrou que 4.000 criminosos escaparam de prisões destruídas.
"Ontem (segunda-feira), no centro da cidade, os saqueadores simplesmente superaram em número os meus rapazes. Eles não conseguiram controlá-los", disse Andresol à Reuters.
Funcionários da ONU dizem que a situação de segurança não tem impedido a distribuição de alimentos para 270 mil haitianos até agora, e que outros milhares vão se beneficiar nos próximos dias.
As autoridades haitianas estimam que 100 mil a 200 mil pessoas tenham morrido no terremoto. Pelo menos 75 mil já foram enterradas em valas comuns. Em torno de 52 equipes de resgate do mundo todo correm contra o tempo para tentar retirar sobreviventes dos escombros, hipótese que fica mais improvável a cada dia. Até agora, 90 pessoas foram salvas com vida, sendo duas na segunda-feira.

AMEAÇA SANITÁRIA

Equipes médicas continuam chegando a Porto Príncipe para montar hospitais móveis, mas dizem estar sobrecarregadas pelo número de pacientes e alertam que há grave ameaça de tétano e gangrena entre os feridos, além da possibilidade de surtos de sarampo, meningite e outras doenças contagiosas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que há pelo menos 13 hospitais em funcionamento em Porto Príncipe e arredores, e que está trazendo suprimentos emergenciais para atender 120 mil pessoas no próximo mês.
"Ainda não passamos a fase da emergência, mas estamos começando a olhar em longo prazo", disse Margaret Aguirre, da entidade International Medical Corps, cujos funcionários já ajudaram a realizar 150 amputações até agora.
"Há risco de cólera e tétano, e uma enorme necessidade de unidades médicas móveis", disse ela à Reuters em Porto Príncipe.
Aids, tuberculose e malária são comuns no Haiti, muitas crianças são desnutridas, e a falta de higiene já era um problema mesmo antes do terremoto no país, o mais pobre das Américas.
Sob proteção das tropas dos EUA, água, comida e outros suprimentos começam a chegar com mais regularidade ao congestionado aeroporto local, que está sob controle norte-americano.
Oficiais militares dos EUA esperam reabrir o devastado porto marítimo local dentro de dois ou três dias, mas por enquanto dependem do lançamento de mantimentos por ar aos sobreviventes instalados em acampamentos improvisados.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU disse que até a noite de segunda-feira 270 mil pessoas haviam recebido assistência alimentar.
A entidade afirmou que pretende despachar 10 milhões de porções de alimentos prontos para o consumo ao longo da próxima semana, suficiente para alimentar meio milhão de pessoas três vezes ao dia nesse período.
Embora alguns mercados a céu aberto tenham voltado a vender frutas, legumes, carvão, frango e porco, dezenas de milhares de sobreviventes em toda a cidade ainda imploram por ajuda.
O preço dos combustíveis dobrou, e há longas filas em frente a postos de gasolina, formadas por carros, motos e pedestres com galões. A polícia patrulha alguns dos postos.
Líderes mundiais prometem enormes quantias para ajudar na reconstrução do Haiti, e Préval fez um apelo para que as doações se concentrem não só na ajuda imediata, mas também no desenvolvimento de longo prazo.

(Reportagem adicional de Carlos Barria, Andrew Cawthorne, Catherine Bremer e Natuza Nery, em Porto Príncipe, e de Stephanie Nebehay, em Genebra)]

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 19/1/2010 20:39



Dá vontade de ir lá ajudar, mesmo! Situação mais que caótica essa! Aqui no Canadá está bem comum encontrar voluntários que estão arrecadando dinheiro nas ruas pra enviar como donativo ao Haiti. Não dá nem pra imaginar como que deve ser possível conseguir sobreviver na situação que o país está passando e, considerando a condição de infraestrutura e saúde que a nação dispõe, pode ser que agora que o pior está começando. Já dei uma pequena contribuição e espero conseguir ajudar mais, é o que dá pra fazer por hora longe do Brasil. Quem puder, ajude!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Situação caótica no Haiti

Haiti diz que 200 mil podem ter morrido em tremor; tensão cresce

Por Catherine Bremer e Andrew Cawthorne

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - As tensões entre os desesperados haitianos que esperam por ajuda internacional e alimentos são crescentes dias depois de um terremoto que, segundo autoridades do país, pode ter matado cerca de 200 mil pessoas.
O abalado governo do Haiti deu aos Estados Unidos o controle de seu principal aeroporto para organizar voos de ajuda humanitária que chegam de todo o mundo e acelerar o auxílio à empobrecida nação caribenha.
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, vai neste sábado ao Haiti para se encontrar com o presidente local, René Préval, no aeroporto. O plano dela é levar suprimentos e voltar com norte-americanos forçados a abandonar suas casas.
"Também vamos transmitir muito diretamente e pessoalmente ao povo haitiano nosso resoluto apoio a longo prazo, solidariedade e compaixão", afirmou Hillary.
Caminhões lotados de cadáveres estão levando corpos para valas comuns cavadas às pressas fora da capital, mas milhares de corpos ainda estão sob os escombros.
"Até agora já coletamos cerca de 50 mil corpos", afirmou à Reuters o ministro do Interior, Paul Antoine Bien-Aime. "Antecipamos que haverá entre 100 mil e 200 mil mortos no total, embora nunca saibamos o número exato."
Cerca de 40 mil corpos foram enterrados em valas comuns, disse o secretário de Estado para Segurança Pública, Aramick Louis.
Se o número de mortos for mesmo o estimado pelas autoridades, o tremor de magnitude 7 que atingiu o país na terça-feira e destruiu grande parte da capital pode se tornar um dos dez mais devastadores da história.
O ministro da Saúde, Alex Larsen, disse à Reuters que três quartos de Porto Príncipe terão de ser reconstruídos.
Agora, bandos de saqueadores começaram a pilhar sobreviventes que vivem em acampamentos provisórios nas ruas cobertas com destroços e corpos em decomposição, enquanto tremores secundários agitam a montanhosa região.
Autoridades reportaram saques e crescente revolta entre os sobreviventes, desesperados com a demora na assistência. Enquanto isso, os Estados Unidos e outras nações correm para levar comida, água e medicamentos por meio de um aeroporto abarrotado, um porto destruído e estradas cheias de escombros.

LUTA POR COMIDA

Moradores famintos brigam entre si por sacos de comida entregados por caminhões da ONU (Organização das Nações Unidas) no centro de Porto Príncipe.
Uma importante autoridade da ONU alertou que a fome vai aumentar os problemas se a ajuda não chegar prontamente, embora a situação da lei e da ordem permaneça sob controle "por enquanto".
"Houve alguns incidentes nos quais as pessoas estavam saqueando e brigando por comida. Eles estão desesperados, estão há três dias sem comida ou qualquer assistência", afirmou o sub-secretário-geral da ONU para a manutenção da paz, Alain Le Roy, ao programa "The PBS NewsHour".
"Temos de nos certificar que a situação não se deteriore, mas para isso nós precisamos muito assegurar que a ajuda está chegando o mais rápido possível, para que as pessoas que estão precisando desesperadamente de comida e remédios os tenham o quanto antes."
A missão da ONU responsável pela segurança do Haiti, chefiada pelo Brasil, perdeu pelo menos 36 de seus 9.000 membros quando seu quartel-general desabou. As duas maiores autoridades da missão estão desaparecidas.
O enfraquecido governo haitiano não está em condições melhores para lidar com a crise. O tremor destruiu o palácio presidencial e derrubou as comunicações e a energia elétrica. Préval e o primeiro-ministro, Jean-Max Bellerive, estão vivendo e trabalhando na sede da polícia judicial.
"Eu não tenho uma casa, eu não tenho um telefone. Este é o meu palácio agora", afirmou o presidente em entrevista à Reuters.
Temos de assegurar que haja gasolina disponível para as empresas de telefonia celular e para os caminhões que estão carregando os corpos. Os hospitais estão cheios", acrescentou.

PROMESSA NORTE-AMERICANA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que prometeu uma quantia inicial de 100 milhões de dólares para ajudar o país, afirmou que os norte-americanos farão o que for preciso para salvar vidas e colocar o Haiti em pé novamente. "A escala da devastação é extraordinária... e as perdas são desoladoras", afirmou Obama da Casa Branca.
Obama disse que os Estados Unidos, o Brasil, o México, o Canadá, a França, a Colômbia, a Rússia, o Japão, a Grã-Bretanha e outros países conseguiram enviar pessoas e mantimentos. Enquanto o auxílio chega, a Casa Branca espera que uma melhora na logística possa aperfeiçoar e acelerar os esforços.
Aviões e navios chegaram com equipes de resgate, cães farejadores, tendas, equipamentos para purificação de água, comida, médicos e equipes de telecomunicação, mas enfrentaram um gargalo no pequeno aeroporto.
O controle de tráfego aéreo, prejudicado pelos danos na torre do aeroporto, agora será feito pelos militares norte-americanos, com apoio de um porta-aviões nuclear.
O USS Carl Vinson, com 19 helicópteros, chegou ao Haiti na sexta-feira, abrindo um segundo e significativo canal para levar ajuda à nação. Helicópteros da marinha começaram a levar água para o país e pessoas feridas a um hospital improvisado perto do aeroporto.
Os militares norte-americanos calculavam ter cerca de 1.000 soldados no Haiti na sexta-feira, e milhares mais em navios no mar. O total poderá chegar a 10.000 na segunda-feira.

SEM ÁGUA, SEM SUPLEMENTOS

A Organização Pan-Americana de Saúde afirmou que pelo menos oito hospitais e postos de saúde em Porto Príncipe desabaram ou tinham danos suficientes para não funcionar.
"Não temos suprimentos. Precisamos de luvas cirúrgicas, antibióticos, desinfetantes", afirmou um médico, Jean Dieudonne Occelien. "Não temos nada. Nem água. Temos crianças com bocas secas e não temos água para dar a elas."
A polícia é raramente vista nas ruas e, embora soldados brasileiros da missão da ONU continuem patrulhando, há relatos de pessoas revirando lixos, saqueando e ao menos uma informação de tiros dados no centro de Porto Príncipe na sexta-feira.
Em um mercado que desabou, muitas pessoas subiram nos escombros para buscar comida embaixo deles. Perto da favela Cité Soleil, moradores desesperados se juntaram em volta de um encanamento rompido para beber água ou encher baldes.
Sobreviventes vestidos com farrapos estendem seus braços a repórteres pela cidade, implorando por comida e água.

(Reportagem de Joseph Guyler Delva em Port-au-Prince, Patrick Worsnip na ONU, Phil Stewart, Andrew Quinn e John Crawley em Washington)

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 16/1/2010 12:55