Olá, meus amigos! Bem vindos ao Living in a Small World!

Este blog está passando por uma transformação! Após servir como canal de comunicação entre eu e quem se interessou em saber o que se passava comigo no Canadá e nos EUA no início deste ano, uma nova aventura está por vir! Através desse blog, vou narrar as minhas aventuras pelo Velho Mundo que se iniciarão em setembro! Além disso, vou postar periodicamente fatos e notícias que aconteceram ao redor do mundo, bem como curiosidades e bizarrises a respeito dos mais diversos povos e países. Afinal, vivemos em um mundo pequeno!

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Santiago e Barcelona: impressões

Bom, em Santiago eu passei apenas algumas horas andando pela cidade. Antes que me perguntem, eu fui de ônibus diretamente de Braga para lá, portanto não fiz o tradicional caminho de Santiago que sai daqui de Portugal (tem vários por todo o continente europeu, os quais desentroncam no caminho francês e posteriormente no espanhol, com exceção do português), mas acompanhei a chegada de um grupo e foi bem legal ver a emoção das pessoas e como vários se amontoavam em volta deles para parabenizar, entrevistar e pedir informações. Por sinal, mochileiros você vê aos montoes por lá!

Eu basicamente fique pelo centro histórico antes de ir para o aeroporto. Como tudo é perto, em uma tarde se consegue passar pelos principais pontos e entrar nas igrejas. Como eu fui já no final da tarde, infelizmente eu não consegui entrar na Basílica da cidade e ponto final de quem faz o Caminho para ver como ela é por dentro (deu pra espiar pela janelinha e pelo pouco que vi é linda) nem, muito menos, ver o manto do apóstolo Santiago que, acreditam, esteja lá. O centro histórico parece um labirinto, portanto um mapa é recomendável para não se perder, porém ele é pequeno, então não é tãaaaao difícil de achar pontos de referência para se localizar (dica:  guia-se pelos lados da Basílica, ao menos durante o dia dá pra fazer isso de boa). Ah, quanto ao idioma, na região se fala um misto de gaélico com espanhol que, para os falantes da língua portuguesa, não fica difícil de entender, mesmo tendo poquíssima noção de espanhol (sério, mais fácil falar português com eles do que espanhol, na minha opinião).




Por volta das 11 da noite, segui para o aeroporto da cidade (pequeno, mas aconchegante e arrumado) - 3 euros o ônibus que faz o trajeto Centro - Rodoviária - Aeroporto - para passar a noite por lá e pegar o voo cedinho da Ryanair para Barcelona, aeroporto de Reus (110 km aproximadamente do centro de Barcelona). Cheguei na cidade por volta do meio dia e, desde que entrei, fiquei maravilhado com Barcelona!

A cidade tem um astral muito bom, cheia de gente (muitas das quais bonitas, o que não tenho visto tanto por aqui em Portugal), povo acolhedor, se considerar que estou na Europa (fato: achei os espanhóis simpáticos e bacanas, de maneira geral) e uma culinária fantástica! Fiquei no total dois dias em Barcelona, os quais posso dizer que aproveitei ao máximo - deu pra passar pelos principais pontos turísticos, entrar no Museu da História da Catalúnia e passar uma hora lá (de graça! Universitário não paga, só apresentar identificação), ir duas vezes à praia de Barceloneta e pegar uma corzinha até (temperatura tava na casa dos 25ºC - 30ºC), andar MUITO pela parte histórica da cidade (Barri Gotic, La Ribeira e El Raval - vale a pena se perder pelas ruas desses bairros e admirar a sua arquitetura fascinante), explorar o Port Vell e fazer boas caminhadas pelo calçadão, passar pelo estádio do Barça - de noite, é verdade, e apenas para olhar mesmo - e, claro, ir na construção mais famosa de Gaudi na cidade, a inacabada Sagrada Família!

Outros lugares que passei e que recomendo: o Centro Olímpico, o Museu Nacional de Arte da Catalúnia (MNAC) , La Pedrera (outra famosa construção de Gaudi na cidade), Arco do Triunfo, Grand Casino em Barceloneta, Market La boqueira, com seus cheiros e aromas de frutos do mar, queijos, frutas e por aí vai frescos, localizado na famosa Avenida La Rambla (principal da cidade, bem no coração da parte histórica, e com muitas opções de compras).

Lugares que não passei, mas queria ter passado: Mont Montjuic (é bem grande; passei por uma parte dele, onde fica o Centro Olímpico e o MNAC, mas tem uma outra parte, perto do mar, onde tem um belo castelo e de onde se tem uma vista maravilhosa da cidade); Parlamento Catalão; Parque da Ciutadella; Museu de Cera (passei só na frente, mas falam que é legal por dentro) e Museu Picasso (enorme acervo desse que é considerado por muitos como o mais famoso pintor espanhol do século XX).

Barcelona possui um complexo de linhas de ônibus de turismo bem interessante. Paga-se 22 euros pelo dia ou 26 euros em um ingresso de dois dias e pode-se andar a vontade pelas três rotas que esses ônibus fazem (linhas verde, azul e vermelha), as quais passam por vários pontos turísticos da cidade, podendo-se descer e subir quantas vezes quiser. Portanto, gostou de algum lugar, desce, olha/admira/curte e espera o próximo ônibus passar (eles funcionam em intervalos rápidos uns dos outros).



Em Barcelona é tranquilo andar de metrô! Ele é muito eficiente, passa em intervalos curtos, funciona até a meia-noite (duas da manhã nas sextas e nos sábados), os vagões, de maneira geral, são muito bons e tem várias estações pela cidade, principalmente na zona central, portanto atendendo as principais atrações da cidade. O passe individual custa uns 1,50 euros, não estou ao certo quanto ao valor exato, mas não passa de 1,70; porém, o que eu fiz e que compensou pra dois dias foi comprar o chamado T10, um bilhete que custo 7,95 euros e que te dá acesso a 10 viagens de metrô, o que foi suficiente para os meus deslocamentos considerando que eu caminhei bastante por lá. Tem também o T30, mesmo esquema, mas não sei quanto custa exatamente - estimo em uns 25 euros - e o T50, mas estes só se você for ficar muito tempo por lá!




Dos aeroportos, eu não cheguei ou parti pelo principal da cidade (El Prats, que fica uns 10 km do centro - se pá menos - e que é atendido pelo sistema de trens municipais), mas pelos de Girona e de Reus, duas cidades respectivamente a uns 100 km cada de Barcelona. Depois escrevo um post mais específico falando desses aeroportos, este já está demasiadamente longo.

Enfim, em resumo, a viagem pela Espanha foi ótima, apesar de corrida. Passei por duas cidades maravilhosas, cada uma com seus atrativos, e valeu muito a pena. Fiquei as duas noites em Barcelona hospedado em hostel, bem bonzinho até - Barcelona Mar - localizado no centro da cidade em El Raval e perto de estação de metrô. Claro que não saí da Espanha sem experimentar uma autêntica paella espanhola nem sem tomar um cálice de sangria, se encontra por preços razoáveis em Barcelona se procurar bem. Antes de ir embora da Europa, ainda quero ver se conheço Madrid e Sevilha, vamos ver se dará certo!

OK, post sobre a parte espanhola da viagem terminado; que venha a parte alemã agora!

PS: as fotos de Barcelona virão em um post amanhã, pois aqui já passa da meia-noite agora e amanhã acordo cedo!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Balanço desses 15 primeiros dias

Caramba, como essas duas semanas passaram voando aqui! Nem acredito que já estou aqui em Toronto há 15 dias exatos e que metade do tempo nessa cidade já passou... tudo que é legal dura pouco!!!

Acho que agora é um bom momento pra fazer uma reflexão do que acho da cidade. Ontem teve uma atividade em uma das minhas aulas onde deveríamos dizer o que achamos de melhor e de pior aqui em Toronto. Bom, para mim foi fácil responder ambas as perguntas:

O que Toronto tem de melhor sem dúvida alguma é essa multidiversidade de pessoas. "Cosmopolita" é o melhor adjetio que define Toronto, aqui você encontr pessoas de todos os cantos convivendo em uma boa harmonia. Não se tem notícias de grupos de perseguição aos imigrantes, o Canadá é um país bastante acolhedor aos que vem de fora (50% da população daqui de Toronto são de imigrantes, acredita?) e isso contribui para que seja possível encontrar um pouco de cada cultura aqui nessa cidade. Chineses, coreanos, japoneses, árabes, turcos, italianos, russos, africanos, malaios, haitianos, brasileiros, latinos, gregos, indianos... a lista de povos presentes aqui é gigantesca! Você anda no metro, pelas ruas, dentro das lojas, pelas vizinhanças e vê como é possível sim que todos mantenham uma convivência harmoniosa e civilizada. Só torna um pouco complicado para tu entender todos, pq francamente é difícil que só entender os orientais, os indianos e os africanos falando inglês! Mas tudo bem, eles enriquecem pacas a cultura e a diversidade daqui! Tu consegue encontrar restaurantes de todos os tipos, gostos, bolsos e sabores na cidade! Sem contar que principalmente em lojas de coreanos, turcos e chineses tu consegue produtos por um preço bem camarada, encontrando coisas boas lá tmb! hehehehe E é engraçado encontrar nas bancas jornais não apenas em inglês ou francês, mas tmb em mandarim, japonês e tenho certeza que vi um uma vez que era em árabe! E o mais hilário é que eles são impressos aqui, direcionados para esses grupos manterem o contato com seu idioma nativo! Muito legal!

Outro ponto que me agrada é a questão da segurança. Pode ser uma cidade bem grande (tem mais de 2,5 milhões de habitantes), mas você anda tranquilo pelas ruas tanto de dia quanto de noite, não fica com a paranóia de que pode ser assaltado ao dobrar na esquina, pode voltar tarde que sua casa estará segura e que você conseguirá chegar salvo lá. Tá certo, não é uma cidade perfeita, vira e mexe se vê um caso aqui e outro ali, mas decididamente a parte do jornal dedicada às notícias policiais é bem menor aqui do que aí! Além do que você pode deixar sua mochila no banco enquanto patina no gelo que ninguém mexe nela! hehehehe

Agora, o que tem de pior é o transporte público! Meu Deus, pagamos caro pra termos um serviço que deixa muito a desejar! Para terem ideia, eu tenho que comprar a cada semana um passe pra ter acesso ao transporte público daqui, caso contrário paga-se uma tarifa de CAN$3 por viagem (ao menos tu pode pegar um ticket que te dá acesso do metro aos ônibus e vice-versa, tipo bilhete integrado que tem em algumas cidades brasileiras, como POA). E esse passe custa $36!!! Em um mês, foram quase $150 gastos só com transporte aqui! Depois disso, não vou reclamar por um longo tempo das tarifas de ônibus brasileiras. Além disso, considerando-se o porte, o tamanho e a riqueza da cidade, o metro não atende muitas regiões não e isso estimula a ter bastantes carros rodando pelas ruas da cidade (aqui, pelo que percebi, carro não é caro e combustível tmb não anda com preço nas alturas) pois as pessoas precisam se deslocar, mas não tem um serviço de transporte que as atenda de forma ampla e eficiente. O centro tá bem servido até, mas basta se afastar um pouco pra se ter maiores dificuldades e é muito louco tentar entender esses ônibus daqui - tipo, estou aqui há 2 semanas e até agora ainda não sei direito como andar de bus! Acrescento ainda que de madrugada é bem limitado o sistema de transporte, tem poucas linhas em funcionamento e o metro para depois das 1h30, ou seja, ou aprendo logo como voltar pra casa de ônibus ou vou ter que encarar os taxis caríssimos daqui! Bom, acho que pelo menos ontem descobri como. Ah, outra coisa, brasileiros, vocês reclamam dos ônibus daí, mas aqui podem ter certeza: tem ônibus que tem bastante tempo de rodagem também, a diferença é que pelo menos os canadenses souberam conservar melhor o que eles têm!

Também reclamo de outra coisa aqui, que tenho certeza que alguns não acreditarão: a cidade não é tão limpinha como muitos imaginam! Sem noção, agora aqui está um período mais "quentinho", o que fez com que a neve deretesse e desse pra ver como o povo daqui joga copos desses de se tomar café nas ruas! Não só isso, tu vê muito papel tmb espalhado pelas esquinhas! Não é uma Rua da Praia ou uma rodoviária de Brasília de suja, mas tá longe de ser uma cidade imaculadamente limpa como muitos pensam que seja. Depois posto uma sequência de fotos aqui pra mostrar esse lado da cidade. E, sim gente, tem mendigos e pedintes aqui também assim como nas cidades brasileiras, mas claro que em quantidade beeeeem menor!

Acho que foi uma boa reflexão. Antes de encerrar, quero listar aqui as coisas que ando sentindo bastante falta:

- Churrasco (mãe, vamos assim que eu chegar a uma churrascaria, tá?)
- Café (o daqui é aguado e fraco que só! Nem imaginam a minha cara de decepção ao tomar um pela primeira vez, ainda mais que era café oriundo de Sumatra, um dos melhores que tem)
- Chimarrão (saudade das rodas e do gosto do mate, tô virando gaúcho será!?)
- Bacalhau
- Feijão preto
- Bolinho no café da manhã
- Minha cama e especialmente meu travesseiro (a cama onde durmo é boa até, mas ela é de solteiro e a minha eno Brasil é de casal, sem contar que o travesseiro é baixo e duro, quero meu quarto de volta!)
- UFRGS e vida universitária (é beeeeem menos pesada pro bolso)
- Caminhar pra ir pra Universidade (aqui gasto em média uns 40 mim pra ir da homestay até a ILAC e o metro tá sempre cheio no horário que vou, que nem ônibus no Rio de Janeiro)
- Ir a barzinhos na Cidade Baixa e ter uma noite animada lá
- Meu apartamento do tamanho de um ovo, mas onde tenho a minha vida e as minhas coisas
- Amigos (conheci uma gurizada bem bala, divertida e gente boa aqui, gosto pacas deles e creio que serão amigos que carrego pra vida, mas alguns dos meus amigos do Brasil são insubstituíveis!)
- Família (homefamily não é a mesma coisa, muuuito pelo contrário, família temos só uma e é ela nosso verdadeiro suporte; saudade de toda a família batendo)

Essa lista ainda vai crescer. Bom, pra quem mora sozinho como eu depois de um tempo tu aprende a administrar a saudade. Acho que pra quem nunca deixou a família antes uma experiência como essa que tô vivendo é que deve ser um baque de realidade mais forte. Vamos levando...

Até mais!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Primeiras impressões

Após dois dias aqui, já deu para perceber uma coisa: o Canadá é bem diferente dos EUA, bem o oposto de achar que é o "52º estado norte-americano", como muitos pensam. O estilo das casas é diferente, é um povo simpático e atensioso, ajudam quando precisam. Mesmo os carros que circulam pela cidade não são daqueles grandões, beberrões de combustíveis. Eles dão valor a cultura do país, ao fato de aqui ser o Canadá, se vê muitas lojas aqui com artigos canadenses, com roupas onde se lê os dizeres "Canada".

Hoje fez mais frio, chegou a estar -13ºC durante a madrugada e eu peguei essa temperatura voltando de uma festa. Aí está uma coisa que é similar ao Brasil - festas! - mas com a diferença que elas acabam cedo (por volta das 3 da manhã) e os lugares não ficam entupidos de gente. Mas tem fumaçeira de cigarro igual (menos, mas tem), gente bêbada e doidona, as músicas que tocam são no mesmo estilo de muitas casas noturnas brasileiras, muita gente ficando pelos corredoes e por aí vai. Mas o preço da bebida é salgadinho, ao menos não paguei pra entrar! hehehehe

Hoje foi o dia das compras, achei um casaco muito bom por 40 dólares canadenses. Ficam aqui três dicas nesse aspecto:

- Janeiro é a época das grandes liquidações;
- Os preços só não são melhores porque se paga mais de 10% de impostos em cima do valor dos produtos
- Eletrônicos em geral são mais baratos aqui que no Brasil ou regula de preço; já vestuário, quando está em liquidação compensa bastante, mas sem nenhum desconto daí já regula de preço ou fica mais salgado até;

O transporte público de Toronto, em relação ao Brasil, é excelente - o metrô chega pontualmente na hora prevista, tem transporte público 24 horas do dia (de madrugada, circulam linhas especiais de ônibus e o metrô funciona até às 2 da manhã) e é bem fácil entender como que funcionam as linhas (basicamente, tem uma grande em forma de U e uma outra que a conta transversalmente, com duas outras linhas secundárias). Porém, as pessoas daqui reclamam que o metrô poderia atender melhor a cidade, ter mais linhas e tal. Eu não reclamo, tem uma estação há 6 quadras daqui e com ele chego rápido ao centro da cidade, onde está a escola e as grandes atrações. Só dei um puta dum azar de não poder comprar um passe mensal pra usar o transporte público de forma ilimitada durante o mês pagando $120, pois cheguei sexta e eles só vendiam até quarta passada (fica a dica, então, se alguem quiser vir estudar aqui, tente chegar no iniciozinho do mês).

Toronto é muito cosmopolita, muito mesmo! Se vê gente de tudo que é canto do mundo, com destaque para os orientais - muitos japoneses, chineses, coreanos e malaios pela cidade. Também se encontra muitos hindus, paquistaneses, árabes, africanos, mas latinos até que nem tanto, pelo menos não vi muitos até agora. Aqui na casa onde estou tem um árabe, um coreano e um chileno, sem contar que a matriarca da família também é do Chile - bem internacionalista o lugar! hsuhashashashauhsuahsa