Olá, meus amigos! Bem vindos ao Living in a Small World!

Este blog está passando por uma transformação! Após servir como canal de comunicação entre eu e quem se interessou em saber o que se passava comigo no Canadá e nos EUA no início deste ano, uma nova aventura está por vir! Através desse blog, vou narrar as minhas aventuras pelo Velho Mundo que se iniciarão em setembro! Além disso, vou postar periodicamente fatos e notícias que aconteceram ao redor do mundo, bem como curiosidades e bizarrises a respeito dos mais diversos povos e países. Afinal, vivemos em um mundo pequeno!

Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Farra no Congresso Brasileiro

Recomendo a leitura desse artigo que saiu no jornal "O Estado de São Paulo" hoje; vale a pena pela reflexão a respeito da farra que anda a solta naquele que deveria ser o órgão político brasileiro responsável pela ética e pelo respeito aos brasileiros...

Duas palavras apenas para definir o recém-aprovado aumento nos salários do legislativo (e, de "brinde", do executivo): vergonha e nojo!


Quanto vale um deputado federal?


20 de dezembro de 2010 | 0h 00

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO - O Estado de S.Paulo
A dúvida pode assaltar algum eleitor após os congressistas em fim de mandato legislarem em causa própria, mais uma vez. Em poucas horas da quarta-feira, o que na velocidade legislativa equivale a nanossegundos, aprovaram na Câmara e no Senado aumento de 62% para si mesmos.
Todo valor é relativo. Em dinheiro no fim do mês, ninguém no Brasil vale mais do que um deputado federal. Com o novo salário de R$ 26.723,13, formam a família ocupacional mais bem paga do País, junto com ministros do Supremo, de Estado e o presidente da República.
Nada a ver com famiglia. Família ocupacional é jargão técnico: um dos níveis de agregação da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Oficialmente, os mais altos cargos da República não têm um código único na CBO. Mas os parlamentares provaram que estão aí para mudar as regras.
O propósito declarado da ação relâmpago dos congressistas foi equiparar os salários das cúpulas dos três Poderes. Logo, seria natural agregá-los em uma família ocupacional única. Poderia ser chamada de família nababa. É apenas uma sugestão.
A vantagem seria facilitar as comparações. Tomemos as famílias existentes na CBO. Segundo os dados oficiais mais recentes, da Rais de 2009, a mais bem remunerada de todas é a família dos 7.394 membros do Ministério Público: salário médio de R$ 24.371.
Não se pode deixar de corrigir esse valor pela inflação do período, seria uma injustiça com os parlamentares, que só passarão a receber seus R$ 26,7 mil em fevereiro de 2011.
Mesmo conferindo um aumento de 6,2% (IPC da Fipe em 2010) a todas as família ocupacionais, os nababos permanecem no topo da cadeia salarial, quase R$ 1 mil à frente dos procuradores. Essa supremacia salarial tem seu lado positivo.
Nababos poderiam virar unidade de referência da economia do trabalho. Por que pensar pequeno? Em vez de medir remunerações em salários mínimos, usemos os salários máximos. Quanto você ganha? Um professor responderia: centésimos de nababo.
Responsável por um dos raros 35 votos contra o autoaumento, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) sugeriu aos colegas que deixassem de usar o broche de parlamentar, temendo que eles pudessem sofrer agressões na rua por causa de comparações como essa. Exagero.
Nababos não gostam de pensar em fracionar seus salários. Melhor inverter a conta. Pós-aumento, um deputado vale um magistrado. Mas isso não quer dizer muita coisa, já que era esse o objetivo dos parlamentares. Comparemos com cargos fora do poder público.
Sempre usando como referência a Rais de 2009 devidamente corrigida pela inflação, a remuneração mensal de um deputado federal equivale, por exemplo, ao salário médio de dois diretores de empresa.
"Não o dos diretores das minhas empresas", poderia reclamar um parlamentar mais exaltado. Mas convém lembrar que nem toda família ocupacional é tão unida e igualitária quanto a dos nababos, em que todos ganharão o mesmo valor a partir de fevereiro. Toda média esconde distorções.
Os responsáveis pelas estatísticas da Rais dividem a massa salarial da família ocupacional pelo número de seus integrantes. No caso, R$ 117 milhões por 8.183 diretores de marketing e comercialização. Uns ganham mais do que outros, mas, na média, eles recebiam R$ 14,4 mil em dezembro de 2009.
Por essa conta, 1 deputado vale 3 engenheiros, 5 advogados, 6 médicos, 7 gerentes, 8 bancários, 9 dentistas, 10 professores de escola técnica, 11 operários de montadoras de carros, 14 mecânicos, 15 professores do ensino médio, 17 professores do ensino fundamental e 20 auxiliares de enfermagem.
Com a diferença suplementar de que esses profissionais costumam ganhar no máximo 13 salários por ano. Um parlamentar recebe 15.
Quando estendemos a comparação a outras ocupações que não exigem diploma, a distância entre os nababos e os trabalhadores brasileiros aumenta exponencialmente.
Com o salário de um deputado dá para pagar 29 porteiros, 32 padeiros, 33 carregadores, 34 recepcionistas, 36 cozinheiros, 37 lixeiros, 38 garçons, 40 faxineiros, 44 empregados domésticos ou 47 profissionais do sexo.
Pensando bem, melhor esquecer esta última comparação. Um dos lados pode se ofender.

domingo, 24 de outubro de 2010

G-20 dá poder a emergentes no FMI


Acordo fechado na Coreia prevê que Brasil será o 10º país com maior poder de voto e acena com medidas para evitar guerra cambial

24 de outubro de 2010 | 0h 00
CLÁUDIA TREVISAN - O Estado de S.Paulo
Ministros do G-20 aprovaram ontem na Coreia do Sul medidas para tentar evitar uma guerra cambial de dimensões globais e chegaram a um consenso sobre a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) que amplia a influência dos países emergentes dentro da instituição.
Com a mudança, o Brasil passará da 14.ª para a 10.ª posição na lista dos países com poder de voto, passando à frente de Canadá, Holanda, Bélgica e Arábia Saudita. Dos dez primeiros lugares, seis ficarão com países desenvolvidos e os outros quatro com o BRIC, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China.
A reforma do FMI é uma antiga reivindicação do Brasil, que viu outras de suas preocupações refletidas no comunicado final aprovado ontem depois de 11 horas de negociação, em reunião que se estendeu da noite de sexta-feira até as 5h da manhã de sábado.
A principal delas diz respeito ao câmbio, questão que elevou a tensão econômica global nas últimas semanas e esteve no centro das discussões realizadas em Gyeongju.
Os 20 países desenvolvidos e emergentes concordaram em caminhar na direção de taxas de câmbio que sejam determinadas por forças de mercado e que reflitam os fundamentos de suas economias, decisão que tem por alvo principal a China, que intervém pesadamente no mercado para evitar a apreciação do yuan.
Os integrantes do G-20 se comprometeram ainda a não adotar desvalorizações competitivas de suas moedas, compromisso que já aparecia no acordo fechado por líderes do grupo em abril do ano passado.
A questão da perda de valor do dólar foi tratada implicitamente na promessa dos países desenvolvidos de serem "vigilantes contra a volatilidade excessiva e o movimento desordenado" de suas taxas de câmbio. "Essas ações vão ajudar a mitigar o risco de volatilidade excessiva no fluxo de capitais enfrentado por alguns países emergentes", diz o comunicado.
Efeitos. O Brasil está entre as nações que mais sofrem os efeitos desse movimento, que tem como consequência a elevação no valor do real e a perda de competitividade das exportações. Para tentar conter a pressão do fluxo de capital sobre a moeda, o governo já elevou em duas ocasiões em menos de um mês o porcentual do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente nos investimentos de estrangeiros em renda fixa.
A origem dos recursos que inundam países emergentes é a política monetária expansiva de alguns países ricos, especialmente os EUA, que continuam a enfrentar baixas taxas de crescimento e desemprego em alta.
"Eu tenteie deixar claro em minha contribuição à discussão que eu considero que esse é o caminho errado a seguir", afirmou depois do encontro o ministro da Economia da Alemanha, Rainer Bruederle. "O aumento excessivo e permanente na oferta monetária é, a meu ver, uma forma indireta de manipulação da taxa de câmbio", ressaltou, em uma crítica implícita aos norte-americanos.
A desvalorização do dólar tem como contrapartida a apreciação de outras moedas, entre as quais o euro, o iene e o real, com impacto negativo sobre as exportações e a produção interna. A situação é agrava pelo fato de a China, maior exportador do mundo, manter sua moeda atrelada à norte-americana.
Intervenções. Os EUA não assumiram o compromisso de não permitir a perda adicional do valor do dólar, como queria o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Mas o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, reiterou que seu país não vai perseguir uma política de desvalorização do dólar para aumentar a competitividade de suas exportações.
"Eu acredito que o dólar, o iene e o euro terão mais estabilidade", afirmou à agência de notícias Reuters o ministro das Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, comentando o teor do acordo lançado ontem. Mas ele ressaltou que Tóquio continuará a intervir no mercado de câmbio para evitar "movimentos excessivos" do iene.
Anfitrião do encontro, o ministro das Finanças da Coreia do Sul, Yoon Jeung-hyun, avaliou o resultado de maneira otimista: "O acordo terá papel crítico na remoção de incertezas nos mercados globais, entre as quais a questão da taxa de câmbio", disse à Reuters.
A reunião concluída ontem é preparatória do encontro de líderes dos países do G-20 marcada para os dias 11 e 12 de novembro em Seul, capital da Coreia.
A proposta de Geithner de fixar um teto de 4% do PIB para superávits ou déficits em suas contas externas foi rejeitada durante o encontro, mas os países se comprometeram a adotar políticas que reduzam desequilíbrios excessivos nas transações correntes e os mantenham em patamares "sustentáveis".
O comunicado prevê que superávits ou déficits elevados e persistentes em conta corrente poderão ser objeto de análise pelo "processo de avaliação mútua", mecanismo que tem o objetivo de verificar se as políticas individuais dos países do G-20 são compatíveis com trajetórias "equilibradas e sustentáveis" para a economia global. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Novos Membros não-permanentes do Conselho de Segurança - Período 2011-12

África do Sul eleita membro não permanente do Conselho de Segurança*



*Repercussão na África (site de notícias angolano)


Nova Iorque (EUA) - A África do Sul foi eleita em Nova Iorque com 182 votos membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para um mandato de dois anos a partir de Janeiro de 2011.

A eleição da África do Sul decorreu durante uma sessão plenária da Assembleia Geral das Nações Unidas organizada terça-feira para eleger cinco novos representantes não permanentes do Conselho de Segurança.

Os cinco novos membros vão substituir os membros cessantes que são a Áustria, o Japão, o México, a Turquia e o Uganda, que deverão deixar os seus assentos no final deste ano.

Os outros membros eleitos são a Índia, que obteve 187 votos para o grupo asiático, e a Colômbia, com 186 votos para a América Latina e as Caraíbas.

Os dois assentos da Europa Ocidental e dos outros grupos foram ganhos pela Alemanha, com 128 votos, e por Portugal, com 150 votos.

O Conselho de Segurança, o órgão mais poderoso das Nações Unidas, é composto por cinco membros permanentes que dispõem de direito de veto (China, Grã Bretanha, França, Rússia e Estados Unidos) e de 10 membros não permanentes eleitos pela Assembleia Geral para um mandato de dois anos.

Para obter um assento não permanente, o país candidato deve totalizar dois terços do sufrágio da Assembleia Geral, ou seja perto de 128 votos.




Uma vitória especial*

* Repercussão em Portugal

A República Portuguesa foi eleita pela terceira vez membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, sempre no regime democrático. Mas esta última vitória é, nas presentes circunstâncias, muito especial.
    Portugal volta a ser um Estado que conta na cena internacional depois de uma degradação europeia progressiva e de um sufoco crescente nos mercados financeiros.

O Mundo é mesmo o nosso melhor espaço, embora seja de reflectir porque é que 32 países não deram o seu voto a Portugal e insistiram no Canadá mesmo depois da retirada deste, especialmente se o Reino Unido acompanhou o pelotão. Estamos todos de parabéns mas convém felicitar os responsáveis pela representação externa do Estado e pela condução da diplomacia portuguesa por esta eleição que contou com o voto de 150 países.
A competente campanha diplomática assentou na credibilidade já adquirida internacionalmente pelo regime democrático português, nas duas anteriores passagens pelo CS, num propósito de moderação e de mediação honesta nas futuras questões de segurança colectiva, e ainda numa atitude de abertura a uma eventual reforma do sistema das Nações Unidas.
Reforma tão necessária sobretudo para uma governança mundial da globalização. Foi um Portugal universalista que se apresentou às nações.
Disponível em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/uma-vitoria-especial




Nota no site do Itamaraty a respeito da eleição dos novos membros não-permanente:




Nota nº 619

Eleição para o Conselho de Segurança das Nações Unidas

Será a primeira vez em que os membros do Fórum IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) estarão juntos no órgão.
Patrick Gruban / creative commonsEleição para o Conselho de Segurança das Nações Unidas
13/10/2010 -
O Brasil congratula-se com África do Sul, Alemanha, Colômbia, Índia e Portugal pela eleição desses países, ocorrida ontem, 12 de outubro, para mandato de dois anos como membros não-permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU). O Ministro Celso Amorim enviou hoje mensagem de congratulações aos chanceleres dos cinco países eleitos.
Os novos membros exercerão seus mandatos a partir de 1º de janeiro de 2011 e substituirão Áustria, Japão, México, Turquia e Uganda, que deixam o CSNU ao final deste ano. Os cinco países eleitos ontem vêm juntar-se a Brasil, Bósnia-Herzegovina, Gabão, Nigéria e Líbano e aos membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) para integrar o Conselho em 2011.
A composição do Conselho de Segurança em 2011 é inédita. Será a primeira vez em que os membros do Fórum IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) estarão juntos no órgão. O Conselho também contará com todos os membros do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), três países do G-4 (Brasil, Alemanha e Índia) e nove membros do G-20 financeiro (Brasil, África do Sul, Alemanha e Índia, além dos cinco membros permanentes).
O Brasil acredita que a composição do Conselho de Segurança em 2011, que reunirá países dispostos a assumir novas responsabilidades na manutenção da paz e da segurança internacionais, é positiva para a governança política global e dará impulso ao processo de reforma e ampliação do CSNU.


*****
Election for the United Nations Security Council
Brazil congratulates South Africa, Germany, Colombia, India and Portugal on their election, on 12 October 2010, to a two-year term as non-permanent members of the United Nations Security Council (UNSC). Today, Minister Celso Amorim sent a message of congratulation to the Foreign Ministers of the five elected countries.

The new members will begin their term on 1 January 2011, in substitution of Austria, Japan, Mexico, Turkey and Uganda. The five elected countries will join Brazil, Bosnia-Herzegovina, Gabon, Nigeria and Lebanon and the permanent members (China, France, Russia, United Kingdom and United States) in the Council in 2011. 
The composition of the Security Council in 2011 is unprecedented. It will be the first time that the members of the IBSA Forum (India, Brazil and South Africa) will sit together on the Council. The Council will also comprise all BRIC countries (Brazil, Russia, India and China), three G-4 countries (Brazil, Germany and India) and nine financial G-20 members (Brazil, South Africa, Germany and India, in addition to the five permanent members).
Brazil believes that the composition of the Security Council in 2011, bringing together countries that are willing to take on new responsibilities in maintaining international peace and security, is a positive step for global political governance and will boost the UNSC reform and enlargement process.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Artigo "Dois pesos..."

Reprodução do artigo da psicóloga Maria Rita Kehl publicado sábado no Estado de São Paulo que tem causado tanta repercussão no Brasil nos últimos dias e que levou a sua demissão do referido jornal ontem. A leitura é bem interessante e deixa no ar uma dúvida: expressar a verdade ainda é passível de censura?

Dois pesos...

02 de outubro de 2010 | 0h 00

Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618576,0.php

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Contagem regressiva para a partida

Nem acredito que faltam apenas quatro dias para o meu embarque rumo a terras portuguesas! Menos ainda, que ha exatos três meses recebia a resposta positiva de que tinha ganhado a bolsa Santander e que estaria para partir em direção a Universidade do Minho, na cidade de Braga (norte de Portugal, perto do Porto) ou que há quase quatro meses deu início o meu processo seletivo para ir em janeiro de 2011 para Grenoble, sudeste da França, perto dos Alpes.

De fato, muitas mudanças na minha vida em tão pouco tempo. Pensava, no início do ano, que a experiência no canadá e depois a viagem pelos EUA seriam os grandes acontecimentos de um grande ano. Engano total, pois não temos como saber o que o destino nos espera. Os meses seguintes a minha volta da América do Norte foram bem complicados, acho que a verdade é que eu não queria ter voltado (ou, pelo menos, não naquele momento, em 27 de fevereiro). Durou muito pouco e o retorno à realidade não foi dos melhores. Um semestre conturbado na Universidade, um período frustrante em termos profissionais e um certo isolamento social - isso era o que estava me aguardando.

Não foi pra menos que a resposta positiva do Institute d"etudes Politiques de Grenoble ao meu pedido de intercâmbio, por um semestre, em janeiro de 2011 já foi encarado como um sopro de liberdade! Estava precisando disso, encarar um novo ambiente e um novo desafio. Porém, não bastava - precisava de mais e acho que foi isso que me levou a participar do processo conturbado e rápido da bolsa Santander para Portugal. Dez dias apenas, este foi o tempo que demorou entre lançarem o edital, eu me inscrever, encerrarem as inscrições, fazerem a seleção e divulgarem os nomes dos selecionados. Juro que não acreditei quando li o meu nome no site da Secretaria de Relações Internacionais (Relinter) da UFRGS dizendo que iria, já no semestre 2010/02, para Portugal, contando ainda com uma bolsa de estudos para dar um suporte financeiro.

A ficha está começando a cair aos poucos - meu visto foi aceito na semana passada e agora meu passaporte está em São Paulo para colocarem o visto; desde sexta-feira à noite, começaram as despedidas dos amigos (desde os simples "conhecidos" até aqueles especiais, que mesmo a distância não será capaz de quebrar a amizade e a lealdade e os quais estarão aqui me esperando - com direito até mesmo a despedida em aeroporto dos que precisam voltar pra casa ou despedida daqueles que vão voar pra longe pra encarar seus desafios) e, a cada dia que está passando, está ficando mais complicado de dizer "até logo", "nos veremos em breve" e "até julho de 2011" para eles e para a família, isso que o pior ainda está por vir. Esse momento não é fácil, mas é necessário a ser encarado. Bom, ao menos não é um "adeus", eu parto com a certeza de que uma hora esse desafio vai terminar e terei que regressar para encarar os que estarão por vir.

Além disso, dois projetos nos quais me envolvi profunda e intensamente também terei que deixá-los sem conseguir vê-los sendo realizados - o I Encontro Estudantil Regional de Relações Internacionais (EERRI) e o 8th UFRGS Model Uniter Nations, meu querido UFRGSMUN. Parto com a certeza de ter dado o melhor de mim para a realização deles e com a certeza de que ambos serão um sucesso. Sem contar o semestre agitado pelo qual passou a atual gestão do CERI (Centro Estudantil de RI da UFRGS), o qual requeriu de mim bons momentos de dedicação e de paciência, mas pelo qual trabalhei visando levá-lo sempre pra frente.

Enfim, não é fácil, mas é chegada a hora de partir. Porém, eu preciso dessa partida, dessa experiência, desse desafio. Preciso encarar esse caminho do qual mal sei como que é o ponto de partida e do qual nem faço ideia de quando, onde e como será a chegada. Caminho esse que com certeza terá muitas curvas, muitas subidas e descidas, muitas escaladas, muitos buracos e muitas bifurcações a serem encaradas e transpostas.  Como disse antes, estou partindo atrás do meu nascer do sol, o qual sei que estará em algum lugar no horizonte desse caminho obscuro e incerto que vejo a minha frente.

17 de setembro, eis o dia em que tudo começará! Vamos em frente!

"Pior do que tá não fica", uma piada da eleição brasileira

Em tempos de eleição, costuma valer de tudo para se puxar votos. Além disso, não é difícil que velhas práticas eleitoreiras continuam a vigorar no país em pleno século XXI, assim como alianças antes tidas como impossíveis de acontecer são feitas com o objetivo de sustentar (ou não) os vencedores do pleito que acontecerá no dia 03 de outubro.

A política brasileiras há tempos não tem dado muitos motivos para motivar os brasileiros a irem às urnas. Desvio de verbas, escândalos políticos, compra de votos, "mensalão do PT' e do "DEM", impeachment de prefeitos, deputados e governadores (inclusive a prisão de algum desses) são algumas das razões que levam um número cada vez maior de brasileiros e brasileiras a encararem a eleição como um "fardo", uma obrigação e não como um direito a ser exercido nem, muito menos, como o momento em que temos o poder para decidir o rumo do nosso país, do nosso estado e da nossa cidade pelos próximos quatro anos. Percebe-se uma geração muito apática de cidadãos que não se preocupam em pesquisar a respeito do passado dos candidatos ou de saber o que ele tem como projeto a ser defendido se conquistar o mandato. Os jovens principalmente estão muito alienados da política e nem fazem ideia direito do que ela seja. 


Em função disso (e de muitos outros motivos) certas "piadas" conseguem surgir no meio político em tempos de eleição e puxar uma grande quantidade de votos. Você já ouviu falar em "
Francisco Everardo Oliveira Silva"? Provavelmente não e nem faz ideia de que ele está pra ser o deputado eleito com maior quantidade de votos no país, carregando consigo outros que, apenas pela quantidade de votos,  não conseguiriam se eleger. Entretanto, se falar em "Tiririca", rapidamente virá na cabeça o bordão "pior do que tá não fica", os vídeos de sua campanha que circulam pelo youtube e as imagens de seu programa na tv onde ele é um palhaço. Esse é o tal de Francisco Everardo Oliveira Silva. 

Abaixo segue uma matéria muito interessante do jornal "O Estado de São Paulo" que explica melhor esse momento de eleição no Brasil.


Quem é o palhaço?

por Jose Roberto de Toledo
13.setembro.2010 14:03:33
Francisco Everardo Oliveira Silva corre o risco de ser o deputado federal mais votado do Brasil em 3 de outubro. Não se espante se você não reconhece o nome, nem seus próprios eleitores reconheceriam. Oliveira Silva é conhecido apenas por seu apelido, Tiririca.
Ele aparece em primeiro lugar no conjunto de pesquisas do Ibope sobre a eleição para a Câmara dos Deputados em São Paulo. Como é o Estado com o maior eleitorado, não será surpresa se Oliveira Silva acabar sendo o campeão nacional de votos de 2010.
Se você não tem visto muita TV nas últimas décadas e passou incólume pela propaganda eleitoral até agora, Tiririca é ator e palhaço profissional. Tem 45 anos, lê e escreve, se auto-define como “abestado” e seu slogan é “pior que tá num fica, vote Tiririca”.
Não é uma piada. É um projeto político. Oliveira Silva é candidato pelo PR, em coligação que inclui o PT e o PC do B. Prova da seriedade do projeto é que, até o último dia 3, o partido havia investido R$ 594 mil, oficialmente, na campanha do palhaço. E não deve parar por aí.
Tiririca é o principal puxador de votos do PR, do PT e do PC do B em São Paulo. Se chegar a um milhão de sufrágios, seu excedente de votos elegerá mais quatro ou cinco deputados da coligação. O eleitor vota em Tiririca e pode eleger Valdemar Costa Neto (PR), Ricardo Berzoini (PT) ou o delegado Protógenes (PC do B).
O “projeto Tiririca” é um bom retrato do sistema de coligações que impera nas eleições parlamentares brasileiras -uma salada farta de siglas, conexões improváveis, legendas de aluguel, e uma pitada muito pequena de ideologia.
Das 27 legendas que disputam as eleições para a Câmara dos Deputados, apenas os quatro partidos de esquerda (PSTU, PCO, PSOL e PCB) são seletivos nas coligações: não se misturam na grande maioria das vezes. Melhor deixá-los em um prato à parte.
Screen shot 2010-09-13 at 13.44.38
Entre as outras 23 legendas da salada, vale quase tudo. O PP, por exemplo, coligou-se 169 vezes a todos os outros 22 partidos, em 26 das 27 unidades da Federação. O PRB fez igual. Isso significa aliar-se ora ao PT, ora ao seu arquiinimigo PSDB, conforme a conveniência.
Screen shot 2010-09-13 at 13.45.24
PP e PRB são os campeões das alianças, mas não são exceção. Das 23 legendas da salada coligada, só o PV fez menos de 100 conexões com outros partidos. Mas bateu na trave: 97. A salada é sortida. Tem de PT com DEM (uma vez) a comunista com democrata-cristão (seis vezes). Só não tem petista com tucano.
Screen shot 2010-09-13 at 13.45.38
Se dividirmos a travessa em duas partes, numa ponta está o PT, na outra, o PSDB. O PMDB fica no meio. Perseguidos pelo poder, os peemedebistas aparecem como fortes aliados tanto de tucanos (6 vezes) quanto de petistas (11 vezes).
As conexões mais intensas do PT são com PC do B, PR, PRB, PSB, PDT e PMDB. E as do PSDB são com DEM, PPS, PSC, PMN, PR, PRB e PMDB. Mas as relações são abertas, não pressupõem exclusividade. Vez ou outra uma legenda dá uma escapadinha para o outro lado, sem culpa ou ressentimentos.
Screen shot 2010-09-13 at 13.45.51
Os mais cínicos dirão que a política partidária brasileira continua a mesma. Mudam os nomes, mas não os sobrenomes. No seu “Deputados 2010”, o Ibope identificou uma penca de herdeiros do poder (apud Francisco Antonio Doria) entre os favoritos a se elegerem para a Câmara.
São rostos novos para nomes conhecidos. Como os de Ana Arraes (Pernambuco), Ratinho Jr. e Zeca Dirceu (ambos no Paraná), ACM Neto (Bahia), Rodrigo Maia e Leonardo Piciani (ambos no Rio de Janeiro).
Nomes fortes foi justamente o que faltou para o PT paulista. O partido precisou improvisar nova estratégia. Além de se coligar ao PR de Tiririca, ressuscitou a tática de pedir votos para a legenda do partido. Está dando certo: a sigla do PT está em segundo lugar em citações no ranking do Ibope.
A falta de nomes conhecidos está confundindo os paulistas. Instado pelo Ibope a dizer em quem votará para deputado federal, há quem responda “Serra”, “Fernando Henrique Cardoso”, “Marina Silva”, “Alckmin”, “Mercadante” ou até quem evoque “Mario Covas”.
De todos os Estados onde o Ibope faz seu ranking para a Câmara, São Paulo é onde menos eleitores são capazes de citar um candidato a deputado federal: apenas 12%. Em Pernambuco essa taxa já chegou a 19%, e no Distrito Federal, a 21%.
Não é de espantar, portanto, que Tiririca seja o mais lembrado entre os paulistas. Nem de que alguém tenha pensado em usar um palhaço como puxador de votos. Pensando bem, até faz sentido.


Fonte: http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2010/09/13/quem-e-o-palhaco/

quarta-feira, 3 de março de 2010

Confiram!

Vale a pena dar uma lida; muito bom o artigo! Só clicar no link abaixo:

A promessa de Arruda tem credibilidade de uma cédula de R$ 3,00. Intervenção federal já!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Primeiras 24 horas pós-intercâmbio

Nossa, mesmo sendo a minha casa, é meio estranho estar de voltar!
Uma das coisas mais estranhas é SÓ escutar português! Depois de quase 55 dias só ouvindo inglês nas ruas (tá certo, tinha muito brasileiro, mas no dia-a-dia, andando nas ruas, o que tu ouvia mais era inglês) agora é readaptar os ouvidos ao português.
Mas tem coisas boas também - nada como poder dormir bastante na sua cama, na sua casa! Sem contar que a comida aqui é mais temperada, tava com saudade da comida brasileira.
Agora vem a função de organizar tudo por aqui, liberar espaço no meu armário, me readaptar a rotina em POA... é, essa semana será estranha e de readaptações!
Até mais

domingo, 28 de fevereiro de 2010

The END

Depois de 52 dias, a jornada chegou ao fim.
Já estou em POA, sentindo muita falta de Toronto, do Canadá, da vida de lá... enfim, DPI (depressão pós-intercâmbio) batendo forte.
Estou podre, depois de ficar quase 24 horas em função de aeroporto e em avião; por hoje é só isso.
Até mais

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Chegando ao fim...

É com uma certa tristeza que faço este post... as malas estão quase prontas, estou me preparando pra minha última balada em Toronto, meu tempo de internet no hotel está acabando, quase tudo guardado já... eh, demorou 52 dias, mas está chegando ao fim esse período de intercâmbio..
Tanta coisa foi feita, vários lugares visitados, tantos momentos bons, muitas risadas, um pouo de choradeira, algumas despedidas, muitas novas amizades... enfim, quase dois meses que nunca esquecerei!
Só tenho que dizer uma coisa: podendo, venha e faça um intercâmbio, mesmo que seja de um mês apenas! Vale a pena que só! Não vejo a hora de fazer o próximo!
Se eu conseguir algum acesso a internet, escrevo amanhã no blog, pra dar uma despedida mais oficial; caso contrário, pra avisar que do Brasil ainda continuarei escrevendo!
A única coisa que me preocupa agora aqui é a neve que está caindo na cidade, só espero que meu voo não seja atrasado amanhã :s Tá certo que adoraria ficar mais aqui, mas não mofando no aeroporto esperando o meu voo da Air Canada que sei lá eu quanto tempo pode demorar pra sair...
Até logo mais!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Situação no DF...

Aprovada comissão que avaliará impeachment de Arruda

A Câmara Legislativa acaba de aprovar a composição da Comissão Especial que analisará o mérito dos pedidos de impeachment do governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM). Farão parte do colegiado: Batista das Cooperativas (PRP) e Paulo Roriz (DEM), fiéis aliados do governador licenciado; Chico Leite (PT) e Antônio Reguffe (PDT), da oposição, e Cristiano Araujo (PTB), que, apesar de ser da base aliada, assumiu uma postura mais neutra diante da crise política.
Esta manhã, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) abriu o processo de impeachment do governador, que é acusado de comandar um esquema de corrupção conhecido como "Mensalão do DEM" e está preso na Polícia Federal acusado de obstrução das investigações. A Câmara tinha 48 horas de prazo para criar a Comissão Especial, mas os deputados distritais chegaram a um acordo para eleger os membros da comissão ainda hoje. A celeridade dada ao processo de impeachment é um sinal claro de que a base aliada, fiel nos últimos dois meses durante os quais manobrou a favor de Arruda na Câmara, não está mais disposta a dar sustentação política ao governador preso.
Tanto que chama atenção a indicação de Reguffe para compor a Comissão Especial. Ele vinha sendo excluído de todas as comissões por não fazer parte de nenhum bloco partidário, uma vez que é o único deputado eleito pelo PDT, e é ferrenho opositor ao governo. O nome do deputado, agora, foi aceito pelos colegas porque há acordo para dar prosseguimento ao pedido de impeachment e porque muitos aliados do governador passaram a não aceitar indicações para fazer parte de colegiados que investigam o esquema de corrupção local. Na composição da CCJ, por exemplo, apenas um deputado é de oposição, contra quatro governistas. Nesta Comissão Especial, serão dois oposicionistas contra dois governistas e um moderado.
Hoje, a Procuradoria da Câmara também deu parecer favorável à abertura de processo de impeachment do governador em exercício, Paulo Octávio (DEM). Os pedidos também precisam passar pelos mesmos foros: CCJ, Comissão Especial e plenário. Deputados do PT defendem que ainda hoje a CCJ volte a se reunir para dar prosseguimento também aos pedidos de cassação do mandato de Paulo Octávio, uma vez que o governador em exercício anunciou hoje que não pretende renunciar ao cargo.
O presidente da Câmara Legislativa, deputado Wilson Lima (PR), também anunciou, há pouco, a nova composição da CPI da Corrupção, que investiga o esquema de corrupção no governo local. Paulo Tadeu (PT), Raimundo Ribeiro (PSDB) e Batista das Cooperativas (PRP), que já faziam parte da comissão foram mantidos. Os novos integrantes serão Reguffe (PDT) e Eliana Pedrosa (DEM), que entrará no lugar do ex-deputado Geraldo Naves (DEM), preso por envolvimento na tentativa de suborno que também levou Arruda à prisão. A CPI ainda não tem data marcada para se reunir.

Por Carol Pires, Agencia Estado, Atualizado: 18/2/2010 18:55
 
 
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta quinta-feira que "soluções mágicas" não vão afastar a possibilidade de intervenção federal no Distrito Federal, palco de um escândalo político que envolve governo, Câmara Legislativa e empresários.
Para Gurgel, a eventual renúncia do governador em exercício Paulo Octávio (DEM) ou um acordo político para preservar deputados distritais investigados pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora não impedirá a Procuradoria-Geral da República de defender a intervenção.
"Hoje, no Distrito Federal, temos os Poderes Legislativo e Executivo incapacitados para exercer suas funções. Soluções mágicas não vão afastar a hipótese de intervenção", disse o procurador.
Gurgel é autor do pedido de intervenção federal no DF protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF). Se o pedido for aprovado, será remetido ao presidente da República, que editará um decreto nomeando um interventor. Este decreto, segundo o procurador, deve ser submetido ao Congresso Nacional.
Em discurso no Palácio do Buriti, sede do governo do DF, Paulo Octávio anunciou que hoje permanece à frente do governo, mas declarou que a carta de renúncia já está escrita, sinalizando que poderá abrir mão do cargo nos próximos dias.
Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Demorou, mas justiça começou a ser feita!

Arruda tem prisão decretada e se licencia do cargo


REUTERS

Por Fernando Exman e Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, teve sua prisão preventiva decretada pelo STJ e se apresentou na Superintendência da Polícia Federal nesta quinta-feira, acusado de tentar subornar uma testemunha.
Arruda --que está envolvido também no escândalo de um suposto esquema de pagamentos de propinas-- enviou à Câmara Legislativa um pedido de licença do cargo "pelo tempo que perdurar esta medida coercitiva", o que foi aceito pelo presidente da Casa.
O vice-governador Paulo Octávio assumiu o cargo e deve fazer, na manhã de sexta-feira, uma reunião com os deputados distritais.
Por outro lado, o Democratas, antigo partido de Arruda, determinou que todos os seus filiados deixem os cargos que ocupam no governo do Distrito Federal. Octávio é o presidente do diretório regional do partido no DF.
A defesa do governador protocolou no Supremo Tribunal Federal um pedido de habeas corpus. Segundo a defesa, Arruda está sendo submetido a um "constrangimento ilegal" porque a decisão do Superior Tribunal de Justiça de mandar prendê-lo foi "açodada" e baseada "em uma investigação inconclusa".
No pedido, os advogados do governador argumentaram que "jamais se viu perseguição como a que vem atingindo há mais de dois meses o governador do Distrito Federal". O relator do pedido de habeas corpus no Supremo será o ministro Marco Aurélio Mello.
"Essa prisão abafa as garantias da Constituição e é, na minha ótica, abusiva, ilegal e, sobretudo, desnecessária", disse a jornalistas Nélio Machado, advogado de Arruda, para quem a defesa do governador ainda não pôde apresentar seus argumentos sobre o caso. "O governador não se defendeu."

INTERVENÇÃO

Em outra frente, a Procuradoria Geral da República pediu ao STF a intervenção federal no Distrito Federal porque a maioria da linha sucessória do DF foi citada no escândalo de propinas.
"Nós temos no Executivo uma verdadeira organização criminosa encastelada no governo da capital da República e com indícios fortíssimos de um esquema criminoso de apropriação e desvio de recursos públicos", disse a jornalistas o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
"No Legislativo, temos uma Câmara Distrital em que grande parte dos parlamentares está envolvida neste mesmo esquema", acrescentou, ponderando que em seu pedido de intervenção não fez nenhuma menção contra o Judiciário local.
Gurgel alertou para os riscos de Arruda ser liberado, pois, segundo o chefe do Ministério Público, o governador tenta impedir as investigações: "Se ele for posto em liberdade continuando no governo, nós continuaremos tendo a máquina do governo do Distrito Federal a serviço dessa organização criminosa."
O presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, sorteará o relator do pedido de intervenção, o qual só deverá ser julgado pelo plenário da Casa depois do Carnaval. Se for aprovado, o STF requisitará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a indicação de um interventor para o Distrito Federal.
Logo que o caso chegou ao Supremo, manifestantes foram para a frente da Corte para pedir a manutenção de Arruda na prisão. No Superior Tribunal de Justiça, foram 12 votos favoráveis à prisão e dois contrários.
Além de Arruda, o STJ também decretou a prisão preventiva do suplente de deputado distrital Geraldo Naves, do ex-secretário de Comunicação do governador Wellington Moraes, do ex-secretário e sobrinho de Arruda Rodrigo Arantes Carvalho e Haroaldo Brasil Carvalho, ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB).
A Corte ainda pediu a prisão de Antonio Bento, funcionário público aposentado flagrado pela Polícia Federal quando entregava uma sacola com cerca de R$ 200 mil ao jornalista Edson Sombra, testemunha do caso.

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 11/2/2010 21:31

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Forno "Sauna" Alegre


Eh, nessas horas que fico feliz de tá aqui no Canadá - de boa, antes esses -3 a -10 que tá fazendo aqui em Toronto, onde ainda tô conseguindo ver neve (parece que São Pedro teve pena daqueles que estão indo embora e resolveu nos presentiar com uma bela neve hoje), do que encarar esses 38º, 39º que está fazendo em Forno (vulgo Porto) Alegre! Ainda mais com o tradicional bafão de verão! Hi, tô fora! Sou mais o frio, e você?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Balanço desses 15 primeiros dias

Caramba, como essas duas semanas passaram voando aqui! Nem acredito que já estou aqui em Toronto há 15 dias exatos e que metade do tempo nessa cidade já passou... tudo que é legal dura pouco!!!

Acho que agora é um bom momento pra fazer uma reflexão do que acho da cidade. Ontem teve uma atividade em uma das minhas aulas onde deveríamos dizer o que achamos de melhor e de pior aqui em Toronto. Bom, para mim foi fácil responder ambas as perguntas:

O que Toronto tem de melhor sem dúvida alguma é essa multidiversidade de pessoas. "Cosmopolita" é o melhor adjetio que define Toronto, aqui você encontr pessoas de todos os cantos convivendo em uma boa harmonia. Não se tem notícias de grupos de perseguição aos imigrantes, o Canadá é um país bastante acolhedor aos que vem de fora (50% da população daqui de Toronto são de imigrantes, acredita?) e isso contribui para que seja possível encontrar um pouco de cada cultura aqui nessa cidade. Chineses, coreanos, japoneses, árabes, turcos, italianos, russos, africanos, malaios, haitianos, brasileiros, latinos, gregos, indianos... a lista de povos presentes aqui é gigantesca! Você anda no metro, pelas ruas, dentro das lojas, pelas vizinhanças e vê como é possível sim que todos mantenham uma convivência harmoniosa e civilizada. Só torna um pouco complicado para tu entender todos, pq francamente é difícil que só entender os orientais, os indianos e os africanos falando inglês! Mas tudo bem, eles enriquecem pacas a cultura e a diversidade daqui! Tu consegue encontrar restaurantes de todos os tipos, gostos, bolsos e sabores na cidade! Sem contar que principalmente em lojas de coreanos, turcos e chineses tu consegue produtos por um preço bem camarada, encontrando coisas boas lá tmb! hehehehe E é engraçado encontrar nas bancas jornais não apenas em inglês ou francês, mas tmb em mandarim, japonês e tenho certeza que vi um uma vez que era em árabe! E o mais hilário é que eles são impressos aqui, direcionados para esses grupos manterem o contato com seu idioma nativo! Muito legal!

Outro ponto que me agrada é a questão da segurança. Pode ser uma cidade bem grande (tem mais de 2,5 milhões de habitantes), mas você anda tranquilo pelas ruas tanto de dia quanto de noite, não fica com a paranóia de que pode ser assaltado ao dobrar na esquina, pode voltar tarde que sua casa estará segura e que você conseguirá chegar salvo lá. Tá certo, não é uma cidade perfeita, vira e mexe se vê um caso aqui e outro ali, mas decididamente a parte do jornal dedicada às notícias policiais é bem menor aqui do que aí! Além do que você pode deixar sua mochila no banco enquanto patina no gelo que ninguém mexe nela! hehehehe

Agora, o que tem de pior é o transporte público! Meu Deus, pagamos caro pra termos um serviço que deixa muito a desejar! Para terem ideia, eu tenho que comprar a cada semana um passe pra ter acesso ao transporte público daqui, caso contrário paga-se uma tarifa de CAN$3 por viagem (ao menos tu pode pegar um ticket que te dá acesso do metro aos ônibus e vice-versa, tipo bilhete integrado que tem em algumas cidades brasileiras, como POA). E esse passe custa $36!!! Em um mês, foram quase $150 gastos só com transporte aqui! Depois disso, não vou reclamar por um longo tempo das tarifas de ônibus brasileiras. Além disso, considerando-se o porte, o tamanho e a riqueza da cidade, o metro não atende muitas regiões não e isso estimula a ter bastantes carros rodando pelas ruas da cidade (aqui, pelo que percebi, carro não é caro e combustível tmb não anda com preço nas alturas) pois as pessoas precisam se deslocar, mas não tem um serviço de transporte que as atenda de forma ampla e eficiente. O centro tá bem servido até, mas basta se afastar um pouco pra se ter maiores dificuldades e é muito louco tentar entender esses ônibus daqui - tipo, estou aqui há 2 semanas e até agora ainda não sei direito como andar de bus! Acrescento ainda que de madrugada é bem limitado o sistema de transporte, tem poucas linhas em funcionamento e o metro para depois das 1h30, ou seja, ou aprendo logo como voltar pra casa de ônibus ou vou ter que encarar os taxis caríssimos daqui! Bom, acho que pelo menos ontem descobri como. Ah, outra coisa, brasileiros, vocês reclamam dos ônibus daí, mas aqui podem ter certeza: tem ônibus que tem bastante tempo de rodagem também, a diferença é que pelo menos os canadenses souberam conservar melhor o que eles têm!

Também reclamo de outra coisa aqui, que tenho certeza que alguns não acreditarão: a cidade não é tão limpinha como muitos imaginam! Sem noção, agora aqui está um período mais "quentinho", o que fez com que a neve deretesse e desse pra ver como o povo daqui joga copos desses de se tomar café nas ruas! Não só isso, tu vê muito papel tmb espalhado pelas esquinhas! Não é uma Rua da Praia ou uma rodoviária de Brasília de suja, mas tá longe de ser uma cidade imaculadamente limpa como muitos pensam que seja. Depois posto uma sequência de fotos aqui pra mostrar esse lado da cidade. E, sim gente, tem mendigos e pedintes aqui também assim como nas cidades brasileiras, mas claro que em quantidade beeeeem menor!

Acho que foi uma boa reflexão. Antes de encerrar, quero listar aqui as coisas que ando sentindo bastante falta:

- Churrasco (mãe, vamos assim que eu chegar a uma churrascaria, tá?)
- Café (o daqui é aguado e fraco que só! Nem imaginam a minha cara de decepção ao tomar um pela primeira vez, ainda mais que era café oriundo de Sumatra, um dos melhores que tem)
- Chimarrão (saudade das rodas e do gosto do mate, tô virando gaúcho será!?)
- Bacalhau
- Feijão preto
- Bolinho no café da manhã
- Minha cama e especialmente meu travesseiro (a cama onde durmo é boa até, mas ela é de solteiro e a minha eno Brasil é de casal, sem contar que o travesseiro é baixo e duro, quero meu quarto de volta!)
- UFRGS e vida universitária (é beeeeem menos pesada pro bolso)
- Caminhar pra ir pra Universidade (aqui gasto em média uns 40 mim pra ir da homestay até a ILAC e o metro tá sempre cheio no horário que vou, que nem ônibus no Rio de Janeiro)
- Ir a barzinhos na Cidade Baixa e ter uma noite animada lá
- Meu apartamento do tamanho de um ovo, mas onde tenho a minha vida e as minhas coisas
- Amigos (conheci uma gurizada bem bala, divertida e gente boa aqui, gosto pacas deles e creio que serão amigos que carrego pra vida, mas alguns dos meus amigos do Brasil são insubstituíveis!)
- Família (homefamily não é a mesma coisa, muuuito pelo contrário, família temos só uma e é ela nosso verdadeiro suporte; saudade de toda a família batendo)

Essa lista ainda vai crescer. Bom, pra quem mora sozinho como eu depois de um tempo tu aprende a administrar a saudade. Acho que pra quem nunca deixou a família antes uma experiência como essa que tô vivendo é que deve ser um baque de realidade mais forte. Vamos levando...

Até mais!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Novas regras para viagem em vigor no Brasil a partir de março

Apresentação de documento para embarque em avião será obrigatória a partir de março

SÃO PAULO – Os passageiros de voos nacionais e internacionais passarão por dois check-in a partir de março deste ano. No último mês, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) determinou que a apresentação de documento de identificação também seja obrigatória na hora de o passageiro passar pelo portão de embarque.
De acordo com resolução publicada no Diário Oficial da União, o objetivo da medida é ampliar a segurança e evitar que outra pessoa embarque no lugar do passageiro. Tanto os passageiros de voos nacionais como os de viagens internacionais devem apresentar documentos de identificação válidos e com fotografia.
A resolução 130, de 8 de dezembro de 2009, diz que "o operador de aeronaves deve assegurar que somente passageiros atendidos para o voo sejam  embarcados, por meio da conciliação, no portão de embarque, do documento de identificação com os dados constantes no cartão de embarque".

Documentos
Aqueles que não tiverem a documentação necessária, por terem sido roubados ou furtados, devem apresentar o boletim de ocorrência, desde que ele tenha sido emitido há menos de 60 dias.
Servirão como documentos para os brasileiros: carteira de identidade, de trabalho, de habilitação ou qualquer outro com foto e com validade nacional. Já os passageiros estrangeiros devem apresentar um dos seguintes documentos: o passaporte, a cédula de identidade de Estrangeiro (CIE), identidade diplomática ou consular ou outro documento legal de viagem, resultado de acordos internacionais firmados pelo Brasil.

Crianças e adolescentes
A Agência também exigirá a apresentação de documentação de crianças e adolescentes. Para viagens nacionais, crianças com idade de até 12 anos devem possuir os documentos de identificação de praxe, ou, senão, devem apresentar a certidão de nascimento, que comprove a filiação ou parentesco com o responsável.
Em viagens internacionais, a regra é a mesma dos demais passageiros: é preciso apresentar qualquer tipo de documento válido em todo o País, com foto, ou o passaporte.
As novas regras passam a vigorar a partir do dia 1º de março.


Por InfoMoney, InfoMoney

sábado, 2 de janeiro de 2010

Primeiro dia de 2010

Bah, finalmente estou em casa! A estadia no Rio foi legal, deu pra descansar bastante, mas já tava um pouco de saco cheio, estes últimos dias só choveu por lá e nem deu pra fazer muita coisa! Poxa, que início de ano complicado que aquele estado teve, muito ruim o que aconteceu em Angra, principalmente, e em outras cidades da região. Para quem ainda não sabe (tá certo, primeiro dia do ano a gente tá de ressaca e meio alienado do que acontece por aí), segue alguns links pra se antenar:

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/1/sobe_para_30_o_numero_de_mortos_nos_deslizamentos_em_angra_56100.html
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4183200-EI8139,00-Buscas+por+vitimas+param+em+Angra+e+seguem+em+Ilha+Grande.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u673688.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/galeria/album/p_20100101-angra01.shtml

Bom, solidariedade às famílias dessas vítimas; muito ruim que 2010 tenha começado já com uma tragédia pra ser registrada!

Voltando ao assunto Canadá, ainda tenho muita coisa pra ver e pouco tempo pra isso - acreditam que ainda não fui informado dos dados da família que me hospedará lá? Só segunda... Mas, ok, o que importa é que tudo tá dando certo e logo mais estarei encarando o friozinho básico de lá! Agora é pegar esses próximos 5 dias e terminar de organizar tudo para embarcar rumo a Toronto!

Boa noite e até mais!

PS: promeiro que no findi arrumo melhor o blog, é que agora tô cansadão mesmo!